Entry: Conversa na esquina daquela rua que vem lá do café do Barbosa 27.4.09
- Hey, rapaz ha que tempo que não te punha a vista em cima, até já pensava que vivias noutro lado qualquer. - Não, ainda moro no mesmo sitio, sabes que eu não sou muito de mudanças. Então e o que e feito de ti? - Olha ca vou andando, ando a procura de emprego, e tu ainda estas lá no naquela coisa? - Pois, ainda não me despediram, mas estou farto daquela merda. Já deves andar de anilha no dedo? - Nahhhh quase que me enganaram mas tomei juízo. - Pois, es tu e eu. - Então? - Olha, agora tenho uma amiga nova todos os dias, descobri o que se pode chamar uma autentica “mina”. - Não me lixes pá, explica-te lá. - Serio, aquilo no supermercado e certinho, parecem moscas atras do mel. Até te digo que aquilo e a escolha. Andava lá uma alentejanita, um verdadeiro mimo, também há muitas brasileiras, mas essas não são para mim. Eu agora ando mais “internacional”. - Como assim? - No outro dia resolvi tentar meter conversa com uma de leste, começamos a conversar, e *TAU*, nesse próprio dia levei-a lá a casa e... - Estou a ver o filme, quanto pagaste? - Não te vou aldrabar, tu topas-me a distancia, mas foi estranho, acho que comecei a gostar dela. Sinceramente, podes não acreditar mas... foi a única que me aqueceu o coração. - Então e aquela tua máxima do “Dou-me com toda a gente, não me dou a ninguém”? Tu ganha juízo que essas querem e dinheiro, foi contigo mas podia ser com outro qualquer, bastava alguém ter uma nota no bolso. - Não sei, foi esquisito, nunca tinha gostado tanto da companhia de alguém, acabamos agarrados um ao outro, só acordei a meio da tarde e sentia-me estupidamente feliz. Sabes aquela felicidade sem qualquer motivo aparente, quando reparamos estamos com aquele sorrizinho estúpido na cara. Fiquei assim! - E pá, não me leves a mal mas eu acho que tu estas e apaixonado! Ainda te vou visitar a Ucrânia. - Nem penses, alem disso ela não era Ucrâniana, era Russa! Acho que eles levam a mal essa troca de nacionalidades, deve ser mais ou menos como imaginarem-te espanhol. - Pois calculo que sim, então mas.... - Não houve mais “mas” nenhum, depois desse dia, tenho-a procurado mas nunca mais a encontrei. As vezes tenho a sensação que a vejo assim de relance, mas rapidamente percebo que não tem nada a ver. - Mas não ficaste com nenhum contacto? - Não deixei-a fugir, só lhe sei o primeiro nome! - Porra, isso torna a coisa difícil, como e que ela se chama? - Só a conheci como Smirnoff